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LAVRAR O MAR

De 10 a 18 de novembro de 2018

10. 11. 17. 18. NOVEMBRO

MEDRONHO #1
o fogo não tem quatro letras 
teatro na serra e nas destilarias 
MONCHIQUE 
sáb e dom 11h00 & 14h30 
Ponto de encontro: Heliporto

DURAÇÃO: 2h30 
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M/14+ 
BILHETES: 10€ (inclui pequena refeição) 
*Espectáculo ao ar livre: recomendamos calçado confortável e roupa apropriada em caso de chuva

Preparava-se para este ano uma trilogia que pretendia continuar a pesquisa artística sobre a cultura do medronho, numa fórmula mais completa que, desta vez, aconteceria em três diferentes tempos e espaços da serra: a APANHA, incursão em plena serra, entre medronheiros, sobre o trabalho duro da colheita, com as canções e as merendas; a FERMENTAÇÃO, sobre a primeira transformação do fruto e, por fim, a DESTILA, acompanhando a destilação, última transformação que corresponde à passagem do fruto sólido ao seu estado líquido passando pelo vapor. Tudo isto a acontecer em destilarias da serra onde o projecto ainda não tinha chegado.
Entretanto, aconteceu o grande fogo na Serra de Monchique.
Tudo parou.
Tudo mudou.

A revolta, o luto e a certeza de que na serra por onde o fogo lavrou dias a fio, pelo menos 4 anos terão de passar até voltar a haver medronhos nas suas encostas. Criou-se assim a ideia de construir dois momentos que poderão falar do medronho que desapareceu nas chamas e do medronho que ainda existe por ter sido salvo do fogo. Esta primeira peça passar-se-á no epicentro da catástrofe, sendo que a segunda acontecerá em Marmelete que escapou ao fogo, em duas destilarias onde ainda há medronho.
A história do Romeu e Julieta Monchiquense escrita por Sandro William Junqueira voltará a habitar o Alferce. A família Monteiro, Manuel Monteiro, o pai que nunca conhecemos e Ezequiel Monteiro, o filho, contarão a sua história do fogo.

Afonso Cruz escreve para o outro lado, onde o medronho ainda cresce mas onde também a energia e o percurso longo da destila do medronho poderão desaparecer de um momento para o outro.
O importante é não esquecer.

DIRECÇÃO ARTÍSTICA: Giacomo Scalisi 
TEXTO: Sandro William Junqueira 
INTERPRETAÇÃO: Pedro Frias e António Fonseca

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